segunda-feira, 4 de outubro de 2010

UNIVERSALISMO

Universalismo

Há alguns anos atrás a questão da espiritualidade era tratada de forma religiosa. Tudo o que se referia à meditação, oração ou introspecção era rotulado ou classificado dentro de algum segmento religioso ou de crenças espirituais. Até as questões da bioenergética, como os chacras e a energia do campo áurico humano, estavam vinculadas à cultura religiosa dos povos, tanto que a aura humana, hoje já desvendada pela ciência através de equipamentos ultramodernos, antigamente estava atrelada à sabedoria milenar de algumas culturas.
Muitos nomes foram dados ao longo dos séculos para a energia do corpo humano. Os russos a chamavam de Bioenergia; os hindus, de Prana; os chineses, de Chi; os egípcios, de Ka; os japoneses, de Ki; os gregos, de Pneuma; os judeus, de Nefesh; os kahunas da Polinésia, de Mana; os alquimistas, de Fluído da Vida e os cristãos, de Luz ou Espírito Santo.

Na idade média, as pinturas renascentistas traziam imagens de santos com uma auréola dourada. Naquela época, tanto os pintores como os sábios religiosos traduziam a luz espiritual somente em obras com santos e figuras sacras. Hoje sabemos, através de comprovações científicas, que todos nós possuímos essa energia internamente como uma resultante de nosso metabolismo celular.

Talvez em toda a história da humanidade nunca houve tanta liberdade para optar entre questões espirituais. Há muita informação disponibilizada na Internet e nas livrarias, tanto que a ciência e a espiritualidade vêm convergindo para um mesmo ponto: a descoberta de muitos segredos, dos mistérios filosóficos e a união da ciência e da espiritualidade com o objetivo de tornar o ser humano integral em corpo, emoção, mente e espírito.

O surgimento da terapia holística e da medicina integrativa vem para realizar um ser humano completo e feliz em todos os sentidos, equilibrando-se consigo mesmo, com o ambiente e com a comunidade onde está presente.

As investigações científicas acerca da espiritualidade têm nos mostrado que os povos mais antigos, mesmo sem os esclarecimentos tecnológicos de hoje, já haviam mapeado todo o sistema de anatomia sutil do corpo humano. Na Índia, a medicina ayurvédica já trabalhava com anatomia sutil há 9000 anos; a medicina Tibetana já conhecia esse sistema antes da Índia. O oriente é muito rico e sábio cientificamente, desvendando há muito tempo atrás e com a simplicidade de Deus, questões que até hoje para nós, ocidentais, são um grande mistério.

Em muitos momentos questionamos por que o Oriente está tão à frente do Ocidente nessas questões. Diriamos que a diferença que existe entre o Oriente e o Ocidente é a mesma diferença que existe entre o Coração (Oriente) e o Cérebro (Ocidente).

O coração e o cérebro vivem com duas polaridades opostas. Como crianças antagonistas e hostis que preferem brigar a encontrar uma forma de sintonia e entendimento.

O coração é sábio, amoroso, expansivo, intuitivo, conectado com a Fonte Divina e é o nosso primeiro elo com a energia criadora do universo: o amor. Em contrapartida, acumula mágoas, tristezas e frustrações, principalmente por perder os limites entre o amor divino e as situações possessivas que nos conduzem ao sofrimento. O coração pode ser comparado ao Oriente porque, historicamente, os povos orientais demonstram um grande desequilíbrio entre o amor divino, a adoração religiosa e o radicalismo, que leva à fé cega, como por exemplo, os atentados no Oriente Médio, onde milhares de pessoas já foram dizimadas em nome de Alá. Para o coração prevalece o espiritual...

Se existe um grande comandante em nosso corpo, é o cérebro. Por ser lógico e racional, o cérebro se torna a maior conquista do ser humano. Nossa evolução até a materialização do raciocínio e das emoções é o que nos faz diferentes de todos os outros seres deste Planeta.

Em contrapartida, é através do cérebro que são processados nossos pensamentos: o combustível de toda a realidade material. O passo anterior a tudo o que se materializa é o processamento na mente de alguém. A própria materialização do universo e do Planeta Terra é fruto de uma mente Superior. A mente lógica e racional torna-se indispensável ao ser humano, mas, quando em desequilíbrio, provoca um distanciamento do coração e do espírito. A mente pode ser comparada ao Ocidente porque o limite de utilização dos recursos naturais e destruição da natureza foi ultrapassado há muito tempo, estabelecendo-se uma sociedade orientada para o consumo desenfreado, para a crença na matéria, esquecendo-se completamente do espírito.

Para a mente prevalece o material, tudo aquilo que é físico. E é justamente aí que o desentendimento se estabelece: a falta de equilíbrio na relação mente e coração, como uma convivência turbulenta entre vizinhos hostis. Nossa mente consciente vive na terceira dimensão e nos dá uma noção contábil de dados e fatos de realidade. O coração vive numa dimensão espiritual, onde o real não pode ser tocado.

E o que é realidade???? É somente o que pode ser visto???

O vento é real e não pode ser visto. Porém, em desequilíbrio, pode destruir cidades inteiras...

Nossa mente e coração desequilibrados criam a destruição e o caos! A mente é yin. O coração é yang.

Essa separação e desequilíbrio se deram quando a humanidade, por força de situações cármicas e equivocadas, decidiu que a energia masculina governasse o mundo. Não que a energia feminina deva prevalecer, mas é necessário que aconteça o equilíbrio entre as duas polaridades. Não podemos defender somente o coração ou a mente, mas equilibrá-los. O desrespeito para com o papel da energia yin, há milhares de anos, fez com que acontecesse uma aproximação com a racionalidade científica e um distanciamento com o mundo espiritual.

A supressão da energia yin se deu pela fragilidade do ser feminino que, ao longo dos séculos, sucumbiu à energia masculina, desequilibrando a essência humana. Então, o mundo se tornou científico, lógico, reto, duro, brutal, hostil, bélico, mecanicista e estressante...

A magia da energia yin foi extinta e a época da ?Santa Inquisição?, que dizimou milhares de inocentes, dispensa maiores comentários.

A discriminação feminina presente em algumas culturas perdura até os dias de hoje. Isso também poderia ter acontecido com a energia masculina, o que seria tão prejudicial quanto os tempos atuais.

Caro leitor, não estamos defendendo o feminismo, longe disso. O que defendemos aqui é o equilíbrio entre as forças, como se as duas polaridades estivessem de mãos dadas, lado a lado. Mas precisamos relatar o que de fato aconteceu nos últimos séculos para que possamos compreender o momento atual. A energia feminina foi suprimida a tal ponto, que necessitamos de uma intervenção Divina.

Na época em que a bomba atômica é descoberta, chegamos ao nosso limite de ignorância espiritual. Os Grandes Mestres, repletos de compaixão, interferem no plano cármico do Planeta para restabelecer o equilíbrio das forças, trazendo de volta a energia feminina, que hoje já se encontra mais presente, inclusive nos seres masculinos, trazendo-lhes mais sensibilidade e sentimentos compassivos, que são a base desta Nova Era espiritual, que vem se abrindo nos últimos anos.

Neste novo Plano Divino para a Terra está prevista a encarnação em massa de espíritos com maior vivência ocidental no oriente e vice-versa, para que uns possam aprender com os outros. Hoje é muito normal que alguém do oriente se sinta afinizado pelos assuntos do ocidente!

Com a abertura dos portais de luz, principalmente de 1992 em diante, as medicinas orientais, tão sábias, preventivas e equilibradoras, que são chamadas de alternativas, têm ocupado cada vez mais espaço na mente e no coração das pessoas. O ocidente ainda está engatinhando nesses conceitos, pois aqui os tratamentos são feitos com base na cura da doença e não no equilíbrio e felicidade do doente, prevalecendo uma atenção extrema ao físico, que é apenas o último estágio da doença, como se fosse a várzea de um rio que vai acumulando poluição e dejetos.

Na Antiguidade, a medicina, a política e a ciência sempre estiveram interligadas. Porém, quando o ser humano se distanciou de Deus, de sua essência natural, que é espiritual, e permitiu que o ego negativo prevalecesse, houve uma época de trevas e de separação.

As Cruzadas foram uma das maiores eras de distanciamento da espiritualidade. Uma visão totalmente distorcida impeliu muitos homens cegos de poder e sedentos de ira a matarem seus irmãos em nome de Deus, tudo isso por discordância religiosa, por acreditar que uma religião era a certa e outra era a errada.

Então houve a maior tragédia de todas: o corpo foi separado do espírito, o conhecimento da sabedoria, a ciência da espiritualidade, a justiça da cooperação, a firmeza separou-se da solidariedade e o amor distanciou-se do parjna*, tornando o ser humano individual e distante de Deus.

E com isso, nasceram ainda mais religiões e grupos divergentes, criados pelo ego humano para separar, para criar desunião entre os povos, para trazer a guerra, a morte e o desrespeito.

Não há necessidade de intermediários entre nós e o Todo, Deus, o Grande Espírito. Não precisamos de crença religiosa quando existe um coração pulsante no peito! O chacra cardíaco, em sânscrito, é chamado de Anahata, que possui uma das traduções como ?Câmara Secreta do Coração?. Nosso coração é a maior ponte de conexão com Deus, que é a única chave de acesso da qual necessitamos.

Isso é universalismo.

É quando cada ser humano se vê como único espiritualmente e se reconhece com o direito e a liberdade de criar sua própria forma de conectar-se à Fonte Maior, através dos seus sentidos: com a visão contemplando a natureza de Deus, seja na beleza de uma flor ou de uma tempestade. Com a audição, escutando o barulho do vento. Com o paladar, sentindo a leveza da água. Com o olfato, sentindo o cheiro da primavera e com o tato, sentindo o calor do sol... e através da intuição, desenvolvendo o sexto sentido e a plenitude do amor e da compaixão.

Ser universalista é libertar-se dos grilhões que nos aprisionam e que são criados por nossa própria consciência; congestionada de tantos dogmas e regras impostas por sistemas de crenças que hoje já não explicam sequer as coisas mais simples, porque se encontram parados.

Ultrapassados.

Empoeirados.

É necessário mudar.

Os novos tempos exigem mudanças radicais de comportamento, exigem evolução consciencial.

Ser universalista é sentir-se bem, sem culpas religiosas ou pecados originais. Como alguém pode ser feliz sabendo que já nasceu ?pecador?, num estado culposo e irreversível? Que só o fato de existir, já o faz se sentir culpado. Talvez você, amigo leitor, não se sinta assim porque está desperto.

*Parjna ? sabedoria para amar. Quem exerce o parja jamais confunde o amor com apegos e paixões obsessivas. O parjna é o amor compassivo, que compreende e respeita a liberdade individual.

Mas a realidade da maioria dos templos religiosos se caracteriza pelas massas de fiéis que carregam uma culpa hereditária e inconsciente e isso os leva a crer em palavras como castigo e punição, até que se desencadeia o mal do século: depressão e falta de esperança!

Já o ser universalista se sente em união com cada estrela, com cada parte do cosmo, com cada inseto e ser humano, neste ou em outros planos. É universal pela certeza de ser imortal. É um estado de espírito. E, por isso, esse ser humano universalista ama Jesus, Krishna, Buda, Alá e todas as criaturas do universo. Consegue enxergar a sabedoria do Todo (Deus) manifestando-se em cada um deles. Vê o Holos. Sabe que não foram os Grandes Mestres que criaram as regras religiosas, como se a vida fosse um jogo de comportamentos arquetípicos. Cada ser é único e deve desenvolver seus próprios métodos para ser feliz...

Os dogmas são falhos e não dão explicações convincentes porque são criados por nós, seres humanos, e guiados muitas vezes pela ignorância. Todos os Grandes Mestres que aqui na Terra estiveram traziam uma proposta de amor, sem separação ou religiões.

Mas algumas pessoas que detinham as principais informações acerca dos Grandes Mestres, distorceram as escrituras, deixando prevalecer seus interesses pessoais. Tanto que, até hoje, com tantas comprovações que poderiam modificar a vida humana para melhor, sempre se dá um jeito de ?abafar? ou ?esconder? os fatos, por medo da queda de estruturas milenares que são sustentadas por mentiras. Mas as máscaras estão caindo, e as estruturas se abalando. E não vai demorar muito, pela própria vontade dos Mestres e dos seres humanos, a verdade prevalecerá. Então, os que despertarem para o universalismo darão seu salto quântico, transformando a Terra em um ambiente de luz e amorosidade, eliminando sentimentos negativos, cultivando a sabedoria, o diálogo, estendendo a mão aos irmãos e cooperando para o desenvolvimento espiritual através da compaixão.

O ser humano universal sempre entende seu irmão que ainda não despertou, como a perspectiva do avô que observa seu neto. Hoje ele é avô, maduro e experiente, mas nunca esquece que um dia foi criança e por isso não exige que o neto entenda ou sinta o que é tornar-se avô. O ser humano universal compreende que a criança precisa experienciar e viver a transformação. Cada ser tem um tempo para se transformar. Ajudar um irmão sendo compassivo, compreensivo, dar dicas e muito amor é muito diferente de interferir em seu livre-arbítrio, ou forçá-lo a mudar. Isso é fanatismo, nada saudável e gera carma* negativo, por interferir no processo evolutivo alheio, além de interromper uma fase importante de autodescoberta.

Ser universal é, antes de tudo, respeitar os processos evolutivos e o momento de cada um, eliminando a ignorância para que a sabedoria aflore!


* Carma - traduzindo do idioma sânscrito (Índia), significa ação. Lei da causa e efeito. O karma, muitas vezes, é confundido com ?o mal? ou ?acertos de contas? de vidas passadas, esse é um conceito ocidental e errôneo. Carma nada mais é do que o resultado decorrente de uma ação. Qualquer ação gera um resultado cármico que pode ser positivo ou negativo.

Fonte:

CÂNDIDO, Patrícia. Grandes Mestres da Humanidade. Porto Alegre, Luz da Serra Editora, 2008.

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O TEMA

Perguntas e respostas sobre o tema

1-)O que é o universalismo?

É uma forma de desenvolver a consciência sem dogmas ou paradigmas, sem determinismos, que procura unir a sabedoria do oriente a do ocidente, a ciência e a espiritualidade, aproveitando tudo que é de bom, sem preconceitos e determinismos.

É o mesmo que dizer que a melhor religião é a do coração e a melhor filosofia é a de fazer o bem, com simplicidade, leveza e amorosidade. O universalismo busca mostrar para as pessoas que não precisamos apenas de religiosidade, precisamos de espiritualidade, o que refere-se ao estado de espírito, ao nível de consciência, que é o que realmente necessitamos. Ser religioso não garante uma consciência espiritualizada.

2-)Qual é o melhor caminho para busca da espiritualidade?

Não existe um melhor caminho, assim como não existe uma melhor doutrina ou religião. Há milhares de caminhos que podem nos ajudar a desenvolver essa consciência. O fundamental é que a pessoa aprenda a assumir e cumprir compromissos com ela mesma, sendo indispensável que ela se dedique muito, aprenda a olhar para dentro, aprenda a se guiar pelo coração, pela intuição.

O melhor caminho é uma escolha pessoal, mas é sensato dizer que sempre deve ser acompanhado de muito discernimento, humildade para exterminar qualquer forma de absolutismo ou determinismo. Também é importante frisar que se não houver dedicação e aprofundamento a busca fica complicada.

A prática de leituras edificantes, o desenvolvimento do hábito da boa e velha oração, as meditações, a participação em palestras, a realização de vivências e cursos sobre a temática da espiritualidade, o contato com a natureza também são bons caminhos para se desenvolver.

3-)Se existem tantos caminhos adequados para buscar Deus, porque há tanta briga por defender qual é a melhor religião?

Porque existe muita ignorância, disputa de poder, necessidade de controle, ego, vaidade e um distanciamento muito grande da verdadeira fonte divina. Essa forma de estimular a espiritualidade está verdadeiramente fora de moda, haja visto a evidente evasão de fies em muitas religiões pelo mundo.

As religiões podem ser instrumentos auxiliares para ajudar as pessoas buscar espiritualidade, no entanto não são indispensáveis e não detém a verdade integral sobre nada. O que evidenciamos não é a luta entre o bem e o mau, no entanto a batalha acirrada entre a sabedoria e a ignorância.

4-)O que significa dizer que a melhor religião é a do amor e que a melhor filosofia é de fazer o bem?

Significa que para desenvolver a espiritualidade não precisamos ser de uma religião ou outra. Não é necessária essa escolha. Que a melhor forma de buscar a evolução espiritual acontece pelo discernimento do coração, humildade, simplicidade e leveza.

5-)Se existem várias formas de buscar a espiritualidade, e essas independem de religiões, então qual o papel das religiões nesse contexto?

As religiões são importantíssimas para muitas camadas da população em todo o mundo. Algumas pessoas estão tão distantes de suas essências que não sabem nem por onde começar essa caminhada, não estão prontas para desfrutar essa liberdade presente no século XXI.

Muitos indivíduos em seus determinados estágios evolutivos, sem uma regra ou método, jamais conseguiriam vislumbrar qualquer forma de espiritualidade. Outro fato importante é que muitas religiões são sérias e bem intencionadas, apresentando maneiras saudáveis de estreitar essa conexão do Eu do ego com o Eu divino, portanto se usadas com sabedoria podem ser muito úteis.

O que chamamos a atenção é que vivemos um período especial, porque jamais existiram tantas possibilidades e tanta liberdade nessa busca. Por conseqüência, quem souber utilizar com harmonia essa dádiva divina para atualidade, dificilmente irá se prender a qualquer religião. Isso porque não é saudável para a evolução espiritual de qualquer pessoa adotar apenas uma via de acesso a Deus.

6-)Quais as vantagens na busca pela espiritualidade no século XXI?

Nunca em toda a história da humanidade, existiu um momento tão propício para se espiritualizar e crescer consciencialmente. Liberdade, abertura, acesso, disponibilidade, tecnologia de ponta, informação em tempo real, etc. A ciência aliada a espiritualidade já dá sinais de ser a grande força evolutiva para esse século. Isso tudo utilizado com sabedoria pelo Homem se configura em um momento especial sem precedentes na história da humanidade.



Fonte:
Textos: Apostila do Curso de Evolução Espiritual Luz da Serra
Por: Bruno J. Gimenes e Patrícia Cândido


O FUTURO DAS RELIGÕES

O futuro das religiões

As religiões foram muito importantes para toda humanidade, porque precisávamos de receitas ou de fórmulas, em função de nossos níveis de consciência. Mas o homem vem evoluindo e sua forma de ver Deus também.

Nos dias de hoje, percebemos que para o indivíduo moderno, as religiões não conseguem mais explicar com esclarecimento, sensatez e sobriedade, questões como por exemplo: De onde viemos? Para onde vamos? Quem somos? Qual é a nossa missão? Porque sou brasileiro e não jamaicano? Porque sou filho desse pai? Porque sou filho daquela mãe? Porque as pessoas morrem? O que é a morte? O que é o espírito? Como posso transformar a minha realidade de vida? Por que tenho essa realidade de vida? Por que fico doente?

E todas essas, são algumas das poucas perguntas que não podem ser respondidas de forma coesa pela maioria das religiões do mundo.
Mas essa não é a única limitação. Muitas pessoas não suportam falar de Deus porque associam esse termo às insanidades ocorrentes no planeta, em que pessoas comuns se mutilam, fazem guerra, tudo para defender seus pontos de vista religiosos.

Chega de tanta ignorância e alienação! O homem precisa sair dessa hipnose insana que vive quando o assunto é a sua essência divina. Temos que aprender a perceber que somos de natureza espiritual, entendendo as implicações em que isso resulta.

Não foram os Grandes Mestres que criaram as religiões, foram os homens comuns! Suas idéias e lições amorosas sempre foram voltadas a práticas de um estilo de vida orientado a evolução do espírito, sempre de forma leve e bondosa, respeitando, perdoando e amando.

Não existe um Deus que castiga, ou um Demônio que investe nas almas pecadoras, mas um universo que responde energeticamente a tudo que fazemos.

As religiões foram realmente importantes até os tempos mais recentes na história evolutiva da humanidade, só que precisam encerrar seus ciclos, que diga-se de passagem, dignos de aplausos. Só que agora, não mais comportam as necessidades e anseios que transbordam do coração das pessoas.

Se elas continuarem assim como estão nos dias de hoje, acabarão por escravizar, tolher e atrapalhar a evolução de seus fiéis, que por sua vez, não devem ser fiéis às linhas religiosas, mas a um estilo angelical de vida. A conduta moral não deve acompanhar apenas escrituras, mas principalmente princípios de bondade, equilíbrio e amor ao próximo como a si mesmo.

Não existem fórmulas ou métodos perfeitos, não somos capazes de expressar em palavras faladas ou escritas, a divindade universal. Qualquer tentativa, mesmo que bem intencionada e elaborada, ainda que crivada de muita sabedoria, mesmo assim seria um modelo rústico diante da grandeza da mente divina e do Grande Espírito que rege esse universo incrível.

E porque falar de tudo isso?

Simplesmente porque as pessoas estão distantes de Deus. Um distanciamento que ocorre por ilimitadas causas. Falta de crença, ignorância espiritual, alienação, contrariedade, inquietação, conflitos, preguiça, e tantos e tantos motivos. O ser humano precisa de um estilo que se adapte ao jeito moderno e agitado de viver, que se ajuste e essa loucura toda que nós mesmos criamos. Ou seja, religião nenhuma, com suas estruturas dogmáticas e rituais rígidos conseguem acompanhar essa necessidade. O que reforça ainda mais as limitações das religiões e a necessidade que encerrem seus ciclos e saltem para uma nova concepção.

É importante evidenciar que, para muitas pessoas que tem preguiça de pensar, (ou até mesmo medo de buscar um conhecimento que gere uma reforma intensa) que precisam buscar no mundo exterior os ensinamentos e a conduta espiritual elevada, as religiões se mostram ainda importantes, porque estão sendo necessárias para esses níveis de consciência ainda existentes. Nesses casos, sem o amparo das estruturas religiosas tradicionais, o caos seria ainda maior, comprovando que muitas pessoas ainda não estão prontas para esse novo conceito evolutivo.

Na sua maioria, as pessoas não conseguem perceber Deus ou o Espiritual em suas vidas. Não podem compreender onde essa consciência seria necessária, mas a importância de caráter emergente se mostra quando assistimos o sofrimento diário das pessoas em seus conflitos e emoções atrapalhadas. Se o sofrimento ocorre demasiadamente, algo está errado. Definitivamente! E se a compreensão da natureza e a importância da vida lhe é algo remoto, o alerta é ainda maior.

As dores da alma estão borbulhando na crosta terrestre, e a natureza já dá sinais claros de que não anda nada contente...

Mas de que adianta falar tanto disso? Muitas pessoas concordam com tudo que foi citado acima, acatam o pensamento de que nossa essência é divina e que precisamos nos conectar a ela. Mas quando vão buscar esse Deus, essa compreensão, a confusão é grande. Isso porque nossa educação sempre foi de cultuar um Deus que se mostra distante. Isso tudo, simplesmente, porque fomos ensinados ou conduzidos no passado a buscar um caminho religioso, que é muito diferente de buscar espiritualidade.

Um homem religioso é aquele que acata e segue os ensinamentos de uma determinada religião. Já um ser espiritualizado é aquele que busca um estilo de vida fundamentado em máximas de vida, como amor, perdão, respeito, independente de rótulos ou estruturas. A espiritualidade é um estado de consciência. Assim como céu e inferno também são, que dependem muito mais da conduta de cada um do que qualquer coisa. A espiritualidade é a verdade do espírito, que pode até ser aprofundada no aprendizado religioso, mas desde que não seja apenas por uma via ou receita. Precisa ser leve, universal, senão trancará a evolução do homem, inevitavelmente.

Mas como sabemos, embora você possa concordar com tudo que foi dito, acatar integralmente, ainda assim existe uma lacuna muito grande, quando o assunto é colocar essa espiritualidade na prática, que quer dizer viver a vida com a consciência espiritual. Sem punições, dogmatismos ou ritualísticas incompatíveis com a realidade terrestre atual, o que ainda não está impregnado em nosso nível de consciência.
Por isso a importância da busca espiritual livre e simples, que torne essa caminhada algo igualmente simples, principalmente que não se materialize no formato obsoleto de uma linhagem religiosa. Mas que possa lhe ajudar a qualquer um no entendimento de que quanto maior for o nosso nível de consciência espiritual, maior também serão as nossas possibilidades de desenvolver felicidade real, duradoura. Menor também serão os sofrimentos, os conflitos e as doenças da alma. E principalmente, que tudo isso possa sim, ser feito na realidade do nosso dia-a-dia, sem dogmas.

Que possamos entender de forma gradual, tranqüila, que o conhecimento e boa utilização de algumas naturezas do universo podem ser grandes aliadas na nossa caminhada por ?aqui?. A busca espiritual não terá sentido se não melhorar a nossa história de vida, não nos fizer pessoas melhores ou não nos trouxer benefícios coletivos.

Medite sobre isso e mergulhe nessa experiência!



Fonte:
Textos: Apostila do Curso de Evolução Espiritual Luz da Serra
Por: Bruno J. Gimenes e Patrícia Cândido

A HISTÓRIA DA FORMAÇÃO DAS ESTRUTURAS RELIGIOSAS

A história da formação das estruturas religiosas

Desde os primórdios o homem percebeu que existia uma causa maior, um ser supremo, uma inteligência superior que ?comandava? e regia as leis do universo. De acordo com as observações e percepções de todos os povos que já viveram nesse planeta, Deus, hoje assim chamado, sempre existiu, sempre se fez presente, interagindo o tempo todo conosco.

As culturas foram se estruturando, a evolução do homem foi acontecendo, e de acordo com a modificação constante dos níveis de consciência dessa humanidade, as inúmeras formas de se relacionar e entender Deus também foram se ajustando.

À medida que escrituras e Avatares começaram a surgir, verdadeiros procedimentos para conceber a relação com Deus foram se apresentando, afinal a humanidade precisava de respostas, precisava de algo para se guiar, (o que era uma conseqüência do nível de consciência baixo da época), porque cada indivíduo precisava de instruções exteriores ou modelos de conduta moral e religiosa.

Assim as diferentes religiões foram se edificando no mundo todo, com marcas registradas também do regionalismo que lhes era característico. Os elementos da natureza local também sempre foram estímulos para que essa evolução acontecesse. Como cada região sempre teve suas particularidades quanto ao clima, cor de pele, aparência física, entre outros aspectos, essas diferenças foram incorporadas de forma marcante nas religiões que se constituíam.

À medida que o homem comum, (passível de erro e naturalmente imperfeito), foi vislumbrando essa nova forma de se referir a Deus, ele foi moldando e impregnando com seus dogmas e paradigmas essas estruturas religiosas, dando forma a modelos rígidos e cartilhas retas, que comumente exigiam do devoto que seguisse um pensamento pronto e acatasse sem questionar.

Quando a necessidade de controle e poder, (característico no homem ignorante de sua verdadeira essência e iludido com o plano material) foi aparecendo, as religiões foram muito utilizadas para manipulação dos interesses. A conseqüência foi óbvia; se instalaram na Terra grandes atrasos evolutivos para a nossa consciência espiritual.

Já em outras áreas do globo terrestre, as religiões traziam calma, conforto e independência aos povos. Eram utilizadas de maneira sábia, sem corrupções dos egos humanos. Isso gerava irritação a todos àqueles que queriam ser verdadeiros Deuses encarnados, pois enfraqueciam suas autoridades. Resultado: foram combatidas, reprimidas e atacadas.

Sob influências de situações como essas, todas as religiões do mundo foram avançando, procurando multiplicar os ensinamentos de Grandes Mestres que aqui estiveram. No entanto, sempre passadas de geração para geração através da interpretação pessoal dos homens comuns, o que gerou e gera profundas confusões a todas as mentes pobres de discernimento.

Fonte:
Textos: Apostila do Curso de Evolução Espiritual Luz da Serra
Por: Bruno J. Gimenes e Patrícia Cândido

Universo Holístico,Evelução e Consciência

O movimento da Nova Era

Na época atual é comum ouvirmos a expressão "Nova Era". Palavras como paradigma holístico, geração índigo, criança cristal, física quântica, medicina integrativa, chacras ou terapias alternativas já fazem parte do nosso vocabulário.

Mas, o que a Nova Era tem de novo?

Na verdade, nada.

A Nova Era se trata do conhecimento antigo traduzido para uma linguagem contemporânea.

As civilizações orientais mais antigas já citavam a medicina holística em 9000 a.C., portanto não há nada de novo e sim um agrupamento do passado com as informações da era tecnológica.

Hoje, num mundo mais livre, menos reprimido graças a uma época em que a liberdade é real e não vigiada ? ao menos em países como o Brasil - podemos falar de qualquer assunto sem repressão. Podemos expressar nossa opinião de forma livre, sem temer a morte através de uma fogueira ou guilhotina. O medo foi companheiro da humanidade durante milênios, marcado em nossas células a ferro e fogo, perdurando até os dias de hoje. Princípios como a nossa existência cíclica (reencarnação), por exemplo, caracterizam as "eras" da humanidade. Todos nós, dos ancestrais primatas ao homo sapiens, vivenciamos eras distintas, experimentamos vidas e sensações diferentes e, com isso, aprendemos, evoluímos, crescemos.

Desde a era primitiva, do "aprender a andar ereto" até a nossa atual era inteligente e digital, o homem sempre se defrontou com os mistérios da criação do universo, com o "quem sou", "de onde vim", "para onde vou". E nos momentos de transição entre as eras sempre surgem seres especiais que são formadores de opinião para introduzirem novos conceitos ou reafirmarem conceitos antigos que estão esquecidos, no intuito de ajudar no esclarecimento das principais dúvidas da humanidade.

Podemos chamar esses seres especiais de Grandes Mestres da Humanidade, porque são capazes de abandonar o ego simplesmente por amor. Porque têm senso de unidade, de que todos formamos uma única teia, uma rede de energia que nos interliga a cada ser que vive neste Planeta. Porque já nascem sabendo que em suas vidas existe uma missão específica e humildemente, deixam suas mensagens, muitas vezes em forma de parábolas, como o Mestre Jesus, em grandes livros como o Mestre Yogananda, ou em uma mensagem gravada em nossos corações, como a querida Madre Teresa. Seres que vêm a trabalho, a serviço do bem e da obra espiritual.

Entender a Nova Era é abandonar conceitos de dualismo, de separação e compreendermos que, assim como um conjunto de células trabalha em nosso corpo com harmonia e funções determinadas, nós também somos células com trabalhos específicos dentro de um grande organismo vivo: o Planeta Terra. Portanto, fazemos parte de um corpo maior e esse, por sua vez, também faz parte de algo maior chamado galáxia e, mais adiante, o Universo, que também compõe algo mais gigante ainda.

Essa Nova Era que começa a nascer compreende o ser humano como um ser sutil, composto por pontos energéticos que apresentam variações e ondas vibratórias conforme seus pensamentos, sentimentos e emoções. E realmente estamos acompanhando uma era onde os seres humanos vivenciam, a cada dia, os confrontos com sua alma, seja em frente ao espelho ou numa avenida engarrafada com buzinas ensurdecedoras. Nesses momentos, a um passo da loucura e do desespero, começam a aparecer os questionamentos que se deparam com nossa natureza essencial. Com isso, algumas perguntas tornam-se bem frequentes:

O que estou fazendo aqui, no meio deste trânsito?

É natural um nó de gravata em meu pescoço, apertando-me e me sufocando o dia inteiro?

É natural um salto tão alto machucando meus pés?

É natural respirar de forma ofegante, sem parar, uma vida inteira?

Se tenho um sistema imunológico autossuficiente é natural tomar tantas medicações?

E são tantas outras perguntas, que poderia existir um livro inteiro somente assim...

O fascínio pela era digital e tecnológica e pelas máquinas está dando lugar para uma reaproximação e encantamento com tudo aquilo que é natural, ou que é criado pelo Universo. O ser humano está sentindo ?necessidade de mato?. Cada vez mais. Uma necessidade natural de reaproximação com sua verdadeira família, com sua verdadeira morada e sua natureza.

*****

Caro leitor, para apurar se sua percepção está próxima do natural ou não, vamos fazer uma pequena brincadeira! Vamos falar algumas palavras bem no seu ouvido. Você vai lendo e calmamente imaginando e sentindo o que elas despertam em seu coração, que tipo de emoção lhe vem à mente:

Opção 1) Buzina, trânsito, fila de banco, escritório, fast-food, centro da cidade, rodoviária, gravata, salto alto, stress, cafezinho, ônibus, caminhão, camelô, farmácia, raiva, mágoa, irritação, nervosismo, stress, dor.

OK. Se você sobreviveu a tudo isso, podemos continuar.

Opção 2) Cachoeira, flor, cristal, amarelo, sol, suco natural, cachorro, alma, oração, bebê sorrindo, borboleta voando, cabelo ao vento, mar, montanha, som da água, beija-flor, abraço, risada, amor, confiança, respeito, humildade, fé.

O que lhe pareceu mais natural? Se a segunda opção for mais frequente em sua vida, parabéns! Você começa a tomar consciência de quem realmente é. Um ser humano, energético que dispõe internamente de todos os recursos de cura e que não precisa buscar equilíbrio externamente. Se a primeira opção se apresenta mais frequente em sua vida, o botão de alerta precisa ser acionado! É hora de fazer sua reforma íntima, antes que a doença se manifeste. Muitas vezes a palavra ?reforma? nos assusta. O que lembramos quando falamos na reforma de uma casa, por exemplo? Trabalho, pó, sujeira, cansaço. Talvez para transformar-se, você passe por tudo isso, porém, depois da reforma, com tudo limpo e em seus devidos lugares, a sensação de paz e satisfação é indescritível, não é mesmo?

Para uma boa reforma, precisamos adentrar em uma Nova Era, que nada mais é do que prestar atenção em si mesmo, pois a todo instante nosso corpo sinaliza se estamos vivendo conforme nossa natureza ou não. O ser humano só está presente e sobrevive até hoje aqui no Planeta Terra pela sua incrível capacidade de adaptação às situações mais adversas. Porém, é preciso equilibrar-se. Precisamos de ar puro, de sol, de natureza. É natural! É inerente... Não há como dissociar o ser humano da natureza, pois dela fazemos parte. O acúmulo de dias, meses, anos em um ambiente tenso, desequilibrado, competitivo e barulhento destrói qualquer saúde. E quando você precisar de algo externo, como várias caixas de medicação alopática, cuidado: é um alerta do não se conhecer !!!!!!!!!!!!!!!!!!! Não existe aqui, de forma alguma, a intenção de firmar a extinção da alopatia... Isso é até engraçado e não falamos disso... Nunca! Precisamos das medicações alopáticas tanto quanto das medicações vibracionais, o propósito é justamente a integração das duas verdades, com equilíbrio e consciência!

Precisamos muito uns dos outros, pois cada um se destaca onde tem maior habilidade, de acordo com as características e experiências de seu espírito. Todas as profissões são louváveis e exigem seres humanos competentes e dedicados, como se fosse um verdadeiro sacerdócio. Porém, é necessário dosar o trabalho e manter o equilíbrio. Uma célebre frase do Dalai Lama diz que os homens gastam toda a saúde para ganhar dinheiro e depois todo o dinheiro para recuperar a saúde. Parece incoerente e ilusório. E realmente é!

De onde veio toda essa fome pelo stress e pelo trabalho? Você já parou para pensar nisso? Por que trabalhar tanto?

Muitas pessoas afirmam que gostam de trabalhar para se distrair. Mas distrair-se de quê? Provavelmente da evolução espiritual, pois quando ficamos sozinhos e quietos, isso nos incomoda. Nesses momentos somos obrigados a olhar para dentro de nós mesmos. E desse caminho surge uma realidade permeada pelos mais diversos conflitos. Começamos a perceber nossas inferioridades, medos, angústias e, principalmente, nossa covardia em assumir quem realmente somos: seres divinos.

Por todos esses motivos, precisamos nos distrair... com um bom carnaval, com futebol, reality-shows, uma cervejinha, uma ilusãozinha, um cigarrinho. Depois uma doençazinha. Quem sabe uma depressãozinha? E, mais tarde, o fim da vidinha vazia e cheinha de ilusões.

Concentrar-nos em nós mesmos e nos reavaliar constantemente deveriam ser práticas diárias. Essa é a felicidade real, um exame constante da nossa missão de alma: a maior característica da Nova Era.

É necessário nos libertar-mos dos conceitos que estão enraizados em nossas mentes, como o de que somos máquinas ou robôs que precisam produzir para cada vez mais acumular riquezas materiais. Os bens materiais existem para que tenhamos conforto, afinal vivemos aqui, em um planeta material, mas jamais devemos nos tornar escravos do sistema.

Não somos máquinas. Somos partículas de Deus e, como Ele, devemos contemplar a beleza do natural...

Não precisamos trabalhar até a exaustão, cumprindo uma rotina estressante, distraindo-nos na mesmice automática e esquecendo de quem realmente somos: uma alma crística.

Então fica aqui a dica de organizar a rotina de maneira que a cada dia exista um tempo de oração, de interiorização, de sentir-se... perceber-se... alongar-se... e alinhar-se com a fonte cósmica de energia!!!!!!!!!!

E se isso é tão positivo, por que não o fazemos todos os dias?

Ahhhhhhh, porque precisamos de um carro melhor. Uma casa melhor. Uma roupa melhor... De mais dinheiro... E isso nunca acaba. É um vício tão terrível quanto o das drogas ou do álcool!!! E por que queremos sempre mais e mais? Todos os prazeres e satisfações provenientes das coisas materiais são efêmeros, durando muito pouco tempo: são descartáveis e, assim que conseguimos o que queremos, acabou a graça... Viciamo-nos na matéria e nos desejos materiais, do querer cada vez mais!

Será que em um único mês de férias conseguimos compensar o desgaste de um ano inteiro de stress? Ou será mais viável construir pequenas doses diárias de prazeres que transpõem o tempo e que são verdadeiros antídotos para aniquilar a preocupação da nossa vida?

Normalmente o que nos traz preocupação, angústia e ansiedade são situações onde nada podemos fazer. Então, as preocupações só nos trazem a doença.

Tudo o que começa de forma natural deve ser resolvido da mesma forma. A sabedoria budista refere-se aos pensamentos nocivos como ?venenos da mente? e aos sentimentos nobres como ?antídotos?. E são esses antídotos que os Grandes Mestres da Humanidade sempre nos trouxeram... São esses os presentes que recebemos deles e que a grande maioria de nós, seres humanos, não soubemos aproveitar...

Esse movimento teve a iniciativa a partir do momento que almas inquietas começaram a reencarnar no nosso Planeta. Essa busca constante por respostas, e principalmente por uma ligação direta com Deus sempre proporcionou evolução. Um crescimento que quase nenhuma estrutura religiosa do mundo conseguiu, através de seus dogmas engessados, explicar na totalidade, o que reforça ainda mais o entendimento, que nenhuma religião pode responder a todos os anseios dessas almas irriquietas. E principalmente, traz a tona, algo que os Grandes Mestres da humanidade sempre falaram, o melhor caminho é o caminho do coração, e a melhor religião é a do amor universal. Mais do que isso, o fato nos mostra que são os corações sedentos por respostas, os grandes responsáveis por esse momento tão abençoado para todos nós.


Fonte:

CÂNDIDO, Patrícia. Grandes Mestres da Humanidade - Lições da Amor para a Nova Era. Porto Alegre, Luz da Serra Editora, 2008.

Transição 048